Elvis Presley e Andy Warhol - celebridades mortas que mais lucram

Engraçado isso: há pouco tempo que postei sobre o Elvis Presley e Andy Warhol e agora lançaram uma lista das 10 celebridades mortas que mais lucraram este ano. Adivinhem quem estava na lista? Pois é…bizarro.

Confira:

Elvis Presley (US$ 50 milhões)
Charles M. Schulz, criador dos quadrinhos de Snoopy (US$ 35 milhões)
ex-Beatle George Harrison (US$ 22 milhões)
Heath Ledger (US$ 20 milhões)
Albert Einstein (US$ 18 milhões)
Andy Warhol (US$ 15 milhões)
Theodor Geisel (US$ 13 milhões)
Tupac Shakur (US$ 9 milhões)
Marilyn Monroe (US$ 7 milhões)
Steve McQueen (US$ 6 milhões)
James Brown (US$ 6 milhões)
Bob Marley (US$ 4 milhões)
James Dean (US$ 3,5 milhões)

fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,MUL163601-7085,00.html

Elvis Presley

Estava evitando colocar trabalhos meus aqui, mas pelo visto o fotolog foi quase ou totalmente abandonado pela população mundial. Abaixo vai um trabalho em andamento onde estou tentando testar algo novo em vetores. Por enquanto estou gostando do resultado. Isto faz parte de uma série de 5 ilustrações a serem feitas. Mais detalhes e ela finalizada, eu posto depois.

 

Andy Warhol

 

andy warhol

“Warhol foi uma das pessoas mais chatas que já conheci, pois era do tipo que não tinha nada a dizer. Sua obra também não me toca. Ele até produziu coisas relevantes no começo dos anos 60. Mas, no geral, não tenho dúvidas de que é a reputação mais ridiculamente superestimada do século XX.” - Robert Hughes, crítico de arte, antigo cronista da revista Time, entrevista com a revista Veja, 25 de Abril de 2007.

Apesar da razão nos comentários de Robert Hughes, eu tenho que descordar. Para quem não conhece, Andy Warhol foi um pintor e cineastanorte-americano, bem como uma figura maior do movimento de pop art. Quando ganhou notoriedade no mundo das artes plásticas, em 1960, Warhol se utilizava de técnicas poucos usuais. Baseado em conceitos publicitários, abusava das cores forte e brilhantes ao aplicar tinta acrílica em reproduções, por serigrafia, de fotos de pessoas icônicas na época. Além da serigrafia Andy também abusava de colagem de fotos e materiais descartáveis (poucos usuais na época). Nasce então a famosa pop art.

De acordo com a Wikipedia, pop art é um “movimento que usava figuras e ícones populares como tema de suas pinturas(…)Com o objetivo da crítica irônica do bombardeamento da sociedade capitalista pelos objetos de consumo da época, ela operava com signos estéticos de cores inusitadas massificados da publicidade e do consumo, usando como materiais principais,gesso, tinta acrílica, poliéster, látex, produtos com cores intensas,fluorescentes, brilhantes e vibrantes, reproduzindo objetos do cotidiano em tamanho consideravelmente grande,como de uma escala de cinquenta para um, transformando o real em hiper-real.”

Talvez o que irrite Robert seja a facilidade em que este tipo de representação gráfica é reproduzida. Além disso, ao dizer que ”pois era do tipo que não tinha nada a dizer” ele talvez não tenha entendido o que Andy quis dizer. Existe uma certa confusão, e isto começou na era  industrial, sobre o que é arte e o que não é: alguns dizem que arte é toda manifestação do sentimento humano (em suas diversas faculdades) que não possa ser reporduzido, que seja único ( e aí condenam a tal “arte abstrata” e a pop art). Acredito que seja neste ponto que Hughes ataca e critíca, ele simplesmente não entende que estava sendo feito era uma auto crítica utilizando como base a maior arqui-inimiga da arte: a produção em massa. O uso de uma reprodução facilitada para representar, em uma escala de cores básicas, ícones e ídolos da sociedade que dia após dia são recriados/reciclados para, sei lá, fomentar o sentimento de coragem, esperança ou qualquer coisa que nos mantenha vivo e acredite num mundo que nunca virá a existir. Além disto, ao meu ver, existe uma representação literal do cotidiano: a mesmo rotina, mas com algumas diferenças; o mesmo dia, um depois do outro com suas pequenas diferença sutis. Diria ainda que toda a raiva do nosso querido Roberto possa ser pelo fato da fácil, rápida e simples difusão dos conceitos de Andy (que aliás cursou design) e que hoje está nos bombardeando nas peças publicitarias, no murais pela cidade, nas estampas de camisetas, nos bottoms e etc. diariamente. E, acredito, que aí começamos a ter algo que incrementa a nossa vida capitalista e hoje tem sustentando grandes empresas: o brand marketing. Mas isso, bom, é outra história.

Andy Warhol faleceu em 1987 no pós operatório de uma cirurgia na vesícula biliar.

 ”In the future everyone will be famous for fifteen minutes (No futuro, todos terão seus 15 minutos de fama)”  - Andy Warhol

 

Singtel - Uma grande pequena marca

Resolvi desenferrujar isto aqui. Agora com mais tempo e mais disposição vou dar uma maior atenção ao que deveria ser o meu canto (ou não).  Neste domingo último (29/10) estava assistindo  o GP de Singapura e, como de praxe, fico observando os patrocinadores. Dentre as tradicionais marcas que anunciam em corridas de Fórmula 1 (DHL, ING, etc.) uma nova (ao menos para mim) me chamou a atenção: Singtel.

Nunca havia ouvido falar e simplesmente não entendia porque uma identidade visual tão mal feita e fraca se encontrava inserida em um circuito de Fórmula 1. Também não sei ao certo, mas acredito que para anunciar em um GP o preço deve girar na casa de alguns poucos milhões. Ou quase isso. Enfim, seguindo esta lógica era óbvio que a tal “singtel” não era coisa pequena. Fui pesquisar e acabei desconbrindo que a Singtel ou Singapore Telecommunications é maior empresa de telecomunicações do sudeste asiático. Ok, tudo beleza.

Mas o que faz uma empresa deste porte utilizar um logotipo desses???

 

Mesmo que tenha sido desenvolvido no início da empresa, redução de custos, blá,blá,blá… a marca não sustenta nenhuma noção de empresa tradicional. O mínimo que eles poderiam fazer era desenbolsar um pouquinho do muito que eles ganham e pedir uma reformulação da identidade visual. É de se concordar comigo que isto se aproxima muito ao padrão de criação de quem acabou de aprender a usar a ferramente de elipse e aparagem do corel. Falo muito dos “designers de gráficas”, apelidados no centro do meu ego de “pilotos de plotter”, mas não imaginava que eles eram tão bem cotados na Ásia. Para não ter conotação geral: na Ásia não, em Singapura. Eu, ao menos, não consigo visualizar um estudo tipográfico, uma busca por elementos simbólocos, uma pesquisa de cor mais aprofundada (Cores default isso aí, não?), análise de público alvo e toda aquela coisa primária.

Enfim, eu já sei aonde eu tenho futuo. SINGAPURA: me aguarde!

colour lovers

Pra mente fadigada e preguiçosa. Palhetas e mais palhetas de cores prontas pra você baixar e compartilhar.

Clique aqui ou na imagem para acessar.

E se não existisse o sinal de “PARE”?

É engraçado, para não dizer trágico, como os clientes chegam com idéias simples e são capazes de irem complicando, complicando, complicando…

A realidade é que, por trás de elogios e concordâncias, eles costumar saber o que querem e não importa o conhecimento prático-teórico que você tenha ou se você disser que “não vai funcionar”, eles não vão se dar por satisfeito enquanto não fizerem tudo o que querem.

O vídeo abaixo talvez seja uma retrato fiel ao que acontece no mercado de trabalho. Trabalhando com a situação inusitada da não existência do sinal “PARE”, ele mostra direitinho como a coisa toda funciona.

Alex Trochut

Alex Trouchut é um designer/tipográfico/ilustrador espanhol independente e foda. Seu trabalho segue uma linguagem de fusão entre tipos e desenhos que resulta em peças impressionantes. É legal que as vezes em vez de utilizar softwares para desenhar, ele sua massa de modelar pra finalizar suas idéias. Não tenho muito o que falar, é ver e babar. Pra acessar o site pessoal do monstrinho, clique aqui ou na imagem.

Há…detalhe para os raschunhos. ;)

Rascunhos, Croquis e suas funções

Seja como um momento de diversão, processo de criação ou atividade totalmente estressante pelo hiato criativo, o ato de rabiscar ou rascunhar uma idéia no papel antes de “partir-pra-capá” ainda é uma das etapas mais importantes no desenvolvimento de qualquer tipo de design.

O grau de complexidade pode variar entre as diversas áreas ou itens a serem criados. Mais complexo ao se desenvolver logos, identidades visuais, fachadas para projetos arquitetônicos e mais simples ao pensar na disposição de um layout, um website ou na organização da sua própria mesa. Read the rest of this entry »

Desing Universal: Banheiro

O design universal existe como propósito de dar condições ao indivíduo de se locomover, movimentar e atingir um destino desejado, dentro de de suas capacidades individuais, com autonomia e segurança, mesmo que para isto seja necessário o uso de equipamentos especiais.

Essa questão começou a surgir quando o assunto acessbilidade finalmente começou a ser tratado de forma séria. No Brasil, esse assunto tem se desenvolvido a relativamente a pouco tempo. Ainda mais agora com a obrigatoriedade desta adaptações que é calçada de acordo com a Lei N. 10-098 que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação.

E procurando mais sobre design universal, encontrei uma solução em design para um dos maiores problemas de acessibilidade (em relação à adaptação espacial): o banheiro. Desenvolvido pelos estudante de design chineses Changduk Kim e Youngki Hong participantes da IDEA – International Design Excellence Award. o “banheiro universal” tende a eliminar banheiros específicos para portadores deficiência, eliminar as áreas de manobras e barras de transição, além de gerar inclusão social.

Excelente criação. Para entender melhor, confira o vídeo abaixo:

E, para os mais curiosos, o Processo de Criação:

Font Struct - faça sua família tipográfica

Ferramenta para criar sua própria família tipográfica. Ainda possui o serviço de troca de tipos gerado pelos usuários. Faça a sua clicando na imagem ou aqui.